domingo, 16 de setembro de 2007

Odeio Fábio Cobra

Esse tema daria uma bela comunidade no orkut, mas quedaria tudo congestionado de tanta gente querendo entrar... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...

É gozado como é fecundo o silêncio de fora... Digo “de fora” porque, quando em se estando nessa condição, prioriza-se a fala interior, o barulho de dentro – e como somos tagarelas quando nos damos ouvido!!! Parece até que tínhamos a boca da alma amordaçada e, quando solta, não para... Em outra comparação, por falarmos tanto a nós mesmos em meio a balburdia exterior e nunca nos ouvirmos, começamos a falar bem alto, como as pessoas que vão perdendo a audição e falam alto como padrão para serem ouvidas a si mesmas...

É nessa tagarelice da alma, quando em silêncio, que ela reclama seus medos, suas dores; avalia o que lhe faz bem e proclama seus valores... seus tesouros escondidos... É na solidão desse deserto interior que nos descobrimos ricos... e nunca sós...
Seria essa uma solidão acompanhada porque, se sós, nos compartimentos interiores, encontramos a Deus, e a uma multidão de algumas unidades de pessoas que têm significado especial em nossas vidas...

É dentre as parcas coisinhas que guardo, em meio à adega de amigos que curto, que figura o traste do Fábio Cobra, e a ele, hoje, e só por hoje, sem desprezar os outros, de igual estima e valor, vou dar especial atenção pelas peculiaridades da nossa relação.

Conheci o Cobra num tempo desses aí atrás, quando em pastoral aqui em nossa comunidade. Pouco antes da distribuição pastoral dos seminaristas, tínhamos tido um contato com todos, e já tínhamos escolhido os do nosso gosto, entre os quais ele não figurava... Dada a distribuição, ficamos sabendo que não vinham os do nosso afeto...
Essa desilusão, associada à decepção com outros tantos se personalidade e raiz que por aqui passaram, foram acolhidos e amados e hoje, se não nos cuidamos, passam por cima de nós com seus carros, gerou em nós a decisão satânica de não fazer fácil a vida desses trastes (ainda não conhecidos por nós) e de não mantermos com eles nenhum laço...

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... Só de lembrar me faz rir...

Vieram então as duas criaturas, entre elas o Fábio Cobra... Fomos recebê-los armados até os dentes... E como era de se esperar, trocamos farpas a torta e a direita... Ah! Disse trocamos porque, enquanto a outra criatura era só doçura e ternura, o Fábio já mostrava a que vinha e destilava, a 3x4, o seu veneno (por isso cobra)...

Terminamos a noite do nosso primeiro contato certos de que nos detestaríamos para o resto da vida, tal qual eu havia planejado e ele respondido em tão alto e bem tom; CERTO?

Kkkkkkkkkkkkkk... Quão burras são as nossas lógicas... kkkkkkkkkkkk... ERRADO, completamente errado...

Foi na aridez desse solo de asperezas e securas que depositamos a semente da nossa amizade...

A guerra não é para sempre (embora nós nos detestemos até hoje... rs rs rs rs...) e, eliminadas as expectativas, fomos nos deixando cativar entre xingamentos e pedradas...

Diferente de outros, para quem preparamos e adubamos o solo e não tiveram raízes, tenho o “Cobra de estimação” até hoje...

Destaquei o Fábio hoje por ser a nossa amizade um exemplo real da graça e benção de Deus... Plantada em deserto a semente da nossa amizade, aprouve ao Senhor fazer jorrar ali junto um pequeno manancial de forma que não precisamos de grandes investimentos, não precisamos estar sempre a regar para nos manter unidos e nosso carinho em expansão... precisamos, minimamente, saber que estamos bem, saber do bem que nos une e, sempre que possível, e se possível, nos encontrarmos para voltar a atirarmo-nos pedras... da aridez, por vontade do Senhor, naquele deserto de nossas mesquinharias, surgiu um oásis de forma que, tenho eu hoje em Fábio um amigo que me dá muito prazer, porque me deixa gostar dele sendo plenamente eu, sem fórmulas, expectativas ou parâmetros, com as asperezas e delicadezas próprias do meu coração... (e como desejaria que com todos fosse assim).

Enche-me o peito um montão de rotos e bens que possuo... mas por hoje não os citarei...

Fabinho, se por acaso leres isso, saiba que eu te AM... Tô te assustando né? Desculpa, vou tentar ser mais claro:

Se por ventura, traste, você me der o desprazer de ler isso, não fique convencido não, é só para dizer do quanto eu lhe detesto.

Agora sim!!! Acho que assim fica melhor manifesto o bem que te quero.

De fato, quem encontrou um amigo encontrou um tesouro... Sou tomado de extrema ganância e, desse bem, desejo encher, até o fim da minha vida, e também depois dela, os cofres do meu coração.

A todos os quantos se dignaram a olhar-me como amigo, o meu muito obrigado.

Um comentário:

FABÃO disse...

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
ESTOU RINDO SEM PARAR................
"VIVEMOS EM MUNDO RESERVAS PESSOAIS..
E NÃO QUANDO ACHAMOS UM AMIGO DE VERDADE,PERDEMOS ESSAS RESERVAS E NOS TORNAMOS PESSOAS DE VERDADE." RENNAN É ESSE AÍ DE VERDADE!!!
UM XEEERO NO CORAÇÃO!!!